Como isto foi feito
Quais promessas entram. As bandeiras centrais de cada campanha (as que estavam no programa registrado, na propaganda e nos debates) e não a lista inteira, que em alguns casos passa de cem itens. Sarney, Itamar e Temer não foram eleitos para o cargo. Para eles valem os compromissos assumidos: o programa da Aliança Democrática, o discurso de posse e a “Ponte para o Futuro”.
Os quatro status. Cumprida quando o essencial foi entregue no mandato. Em parte quando avançou sem chegar à meta ou foi entregue e depois desfeito. Não cumprida quando não andou ou ficou muito longe. Fez o contrário quando o governo agiu contra o que tinha prometido.
A escolha muda o placar. No mesmo governo Lula 3, o g1 contou 26 de 36 promessas cumpridas e a Folha, com 103 promessas, contava 28% na metade do mandato. Por isso o placar daqui serve para comparar o perfil de cada governo, não como nota.
De olho na urna. Medidas tomadas perto de uma eleição que o próprio presidente disputava: FHC em 1998, Lula em 2006 e 2026, Dilma em 2014 e Bolsonaro em 2022. Sarney entra pela eleição de 1986, que decidia a Constituinte. A data sozinha não prova intenção, e algumas dessas medidas estavam no programa. O que a seção mostra é o que coincidiu com a urna e, quando houve, o que foi desfeito logo depois.
Escândalos. Casos de corrupção e outros escândalos que atingiram o governo no período, como as bets: o presidente, ministros, assessores, a base no Congresso ou as estatais. Estar na lista não quer dizer que o presidente foi acusado. Cada caso traz o desfecho na Justiça (condenação, absolvição, anulação ou arquivamento), porque acusação não é condenação. Casos de antes ou de depois do mandato só entram quando ligados a ele, como a condenação de Collor na Lava Jato.
Votação por estado. Porcentagem dos votos válidos do presidente eleito em cada estado e região, no turno que decidiu a eleição (o 2º, ou o 1º em 1994 e 1998, quando FHC venceu direto). 2002, 2010 e 2014 vêm dos dados abertos do TSE; os outros anos, das tabelas por unidade federativa da Wikipédia. Somando os estados, todos batem com o resultado nacional oficial com diferença de no máximo 0,04 ponto (as tabelas não incluem o voto no exterior). Sarney, Itamar e Temer não foram eleitos pelo voto direto para o cargo. O mapa usa a malha oficial das UFs do IBGE, e cada estado leva a cor do partido de quem venceu ali (Ciro Gomes, que levou o Ceará em 1998 pelo PPS, aparece na cor do mesmo partido hoje, o Cidadania).
Segurança e educação. Homicídios por 100 mil habitantes vêm do Atlas da Violência (Ipea, com dados de mortalidade do SUS), ano a ano desde 1985. Para o analfabetismo das pessoas com 15 anos ou mais não existe uma série anual única: o site junta o Censo (1991 e 2000), a PNAD (2004 a 2015) e a PNAD Contínua (2016 em diante). As duas pesquisas da PNAD têm métodos diferentes, então a passagem de 2015 para 2016 não é uma comparação exata. O gasto público em educação, em % do PIB, vem do Banco Mundial e começa em 1995. Mandato sem medição no período aparece como “sem dado”, e cada ano conta para quem governou a maior parte dele.
Falas. As frases mais repercutidas de cada presidente no período, as que viraram meme, bordão ou polêmica, com data e a fonte onde foram registradas. O contexto segue a mesma regra para todos: onde e quando foi dito, a que se referia e a principal reação. Explicação, só a do próprio autor da frase, nunca a nossa. Frases que circularam mas não foram ditas não entram.
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Cores. Cada cartão usa as cores do partido em que o presidente estava, tiradas da ficha de cada partido na Wikipédia. O PRN de Collor usa as do mesmo registro hoje (Agir), porque as de 1989 não estão documentadas. Itamar governou sem partido e fica em cinza. Bolsonaro passou do PSL ao PL, e o cartão usa o PL, partido em que terminou.
Bandeiras e símbolos. Bandeira oficial onde o partido tem uma no Wikimedia Commons (PT e PL). Nos outros, o logotipo oficial. O do PMDB é o de 1990 a 1994, redesenhado por um usuário do Commons, porque o de 1985 não está disponível.
Fotos. Retratos oficiais do Wikimedia Commons, recortados.
Atualizado em 28 de outubro de 2026, depois do segundo turno.