Nova República · 1985 – 2026

Prometido × cumprido

Doze mandatos, de Sarney a Lula 3. Para cada um: o que foi prometido na campanha (ou assumido na posse, quando não houve campanha), o que aconteceu de fato, o que o governo fez sem ter prometido, o que foi feito perto da eleição de olho em mais um mandato, os escândalos de corrupção do período e uma análise do conjunto. Toda avaliação tem fonte.

A economia por trás de cada mandato

Crescimento do PIB e inflação (IPCA) ano a ano. As faixas mostram de quem era o ano.

PIB, variação real no ano (%)
Inflação, IPCA no ano (%), escala logarítmica
Ver os números em tabela

Como isto foi feito

Quais promessas entram. As bandeiras centrais de cada campanha (as que estavam no programa registrado, na propaganda e nos debates) e não a lista inteira, que em alguns casos passa de cem itens. Sarney, Itamar e Temer não foram eleitos para o cargo. Para eles valem os compromissos assumidos: o programa da Aliança Democrática, o discurso de posse e a “Ponte para o Futuro”.

Os quatro status. Cumprida quando o essencial foi entregue no mandato. Em parte quando avançou sem chegar à meta ou foi entregue e depois desfeito. Não cumprida quando não andou ou ficou muito longe. Fez o contrário quando o governo agiu contra o que tinha prometido.

A escolha muda o placar. No mesmo governo Lula 3, o g1 contou 26 de 36 promessas cumpridas e a Folha, com 103 promessas, contava 28% na metade do mandato. Por isso o placar daqui serve para comparar o perfil de cada governo, não como nota.

De olho na urna. Medidas tomadas perto de uma eleição que o próprio presidente disputava: FHC em 1998, Lula em 2006 e 2026, Dilma em 2014 e Bolsonaro em 2022. Sarney entra pela eleição de 1986, que decidia a Constituinte. A data sozinha não prova intenção, e algumas dessas medidas estavam no programa. O que a seção mostra é o que coincidiu com a urna e, quando houve, o que foi desfeito logo depois.

Escândalos de corrupção. Os casos que atingiram o governo no período: o presidente, ministros, assessores, a base no Congresso ou as estatais. Estar na lista não quer dizer que o presidente foi acusado. Cada caso traz o desfecho na Justiça (condenação, absolvição, anulação ou arquivamento), porque acusação não é condenação. Casos de antes ou de depois do mandato só entram quando ligados a ele, como a condenação de Collor na Lava Jato.

As análises. Cada uma tenta mostrar a leitura de quem defende e a de quem critica o governo, com o mesmo critério para todos. Achou um erro ou falta uma promessa importante? É só avisar.

Cores. Cada cartão usa as cores do partido em que o presidente estava, tiradas da ficha de cada partido na Wikipédia. O PRN de Collor usa as do mesmo registro hoje (Agir), porque as de 1989 não estão documentadas. Itamar governou sem partido e fica em cinza. Bolsonaro passou do PSL ao PL, e o cartão usa o PL, partido em que terminou.

Bandeiras e símbolos. Bandeira oficial onde o partido tem uma no Wikimedia Commons (PT e PL). Nos outros, o logotipo oficial. O do PMDB é o de 1990 a 1994, redesenhado por um usuário do Commons, porque o de 1985 não está disponível.

Fotos. Retratos oficiais do Wikimedia Commons, recortados.

Atualizado em 28 de outubro de 2026, depois do segundo turno.